sábado, 20 de novembro de 2010

desapegar-se

Minha meta de hoje, e quero que dure para sempre, é acabar com a minha pequena dependência que eu tenho de você, aquela velha historia de estar em um lugar cheio de pessoas e sentir falta de uma, certamente você sabe que esse texto é para você, e fico triste por ter que escrevê-lo, mas não é com a intenção que você leia, e sim com a intenção de que eu leia. Pois parece mágica, tudo que eu escrevo em um pedaço de papel acontece, lógico na maioria das vezes somente coisas ruins, pessimismo? Não, é meu estado de realidade agora.
Afirmo com toda certeza que todos já passaram por isso, ter cinco ligações perdidas do celular (epedircomtodasasforçasquesejasuapelomenosuma) e nenhuma for sua, acordar com quatro mensagens no celular (epedircomtodasasforçasquesejasuapelomenosuma)e nenhuma for sua, encontrar dez pessoas que você só viu uma ou duas vezes (epedircomtodasasforçasparaumadelasservocê) e nunca te encontrar, é a mesma coisa que escrever esse texto e querer que você não leia, porque não é para você, e sim pra mim, um texto feito sobre eu e para mim.
Minha vida está de cabeça para baixo, tentando aproveitar o máximo, mas sentindo falta de quem nunca sentiu, de quem nem imagina, de quem queria não sentir, de quem ela (terceirapessoapramimémaisfácil) mais deseja que se apegue a ela, ou ela terá a meta de desapegar-se decretada.
E o que eu faço para tentar colocar minha cabeça no lugar?
Eu culpo você.
Eu brigo com você.
Eu reclamo de você.
Eu cobro de você.
Eu faço tudo com a maior consciência, mas é só para você prestar atenção em mim. Só para eu roubar um tempo do seu dia para mim.
Eu nunca fico de bem comigo mesma por fazer isso. Mas agora, eu vou embora e prometo parar.
Eu prometo me desapegar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

anteriormente

Eu confesso que antes, na minha infância eu via a vida cor de rosa, era tudo perfeito aos meus olhos, chorar? Só se o ralado no joelho doesse; hoje em dia as coisas são diferentes; talvez o cor de rosa da minha vida desbotou, ou talvez se escureceu a tal ponto que está mais perto de cinza do que de outra coisa.
Aprendi com o tempo em quem confiar, e que confiança só se perde uma única vez, e não vai ser um simples xaveco em uma sala de bate papo ou suas fotos querendo se mostrar em um site de relacionamentos que vai fazer eu me apaixonar por você; estou cansada de olhar as pessoas só por fora ou acreditar em tudo que elas dizem ser, acreditar que elas mudaram, e que mudaram principalmente por mim. Ninguém muda de um dia para o outro, ou deixa de ser quem era para ser algo melhor; e com você não é diferente. Você nunca prestou, nunca foi alguém decente o suficiente para respeitar alguém, principalmente uma mulher; e não vai ser uma pobre mortal como eu que vou te transformar assim ; você apenas repeliu atitudes, e engoliu certas palavras só para me impressionar ; mas a qualquer hora seu verdadeiro "eu" vem a tona, e quem vai se decepcionar com isso tudo não vai ser você, é claro que não. Porque você parece nunca se decepcionar, talvez nunca tenha amado.
Então vou parar de me torturar, parar de insistir em amores mal resolvidos e que nunca darão certo, hipóteses são só hipóteses, assim como finais felizes não existem para todos.

sem sentimentos

Há um tempo atrás, no começo do ano para ser sincera, eu era uma pessoa neutra, para não dizer oca, neutra então, neutra de sentimentos.
Sabe quando você consegue olhar qualquer pessoa nos olhos? Consegue conversar com qualquer um, sem morrer de vergonha, sem seu rosto corar, sem tropeçar nas palavras? Então.
Tenho que admitir que foi uma das minhas melhores épocas, e agora ela voltou.
A meses atrás, a semanas atrás, ela ainda não tinha voltado mas algumas palavras não ditas, algumas atitudes não tomadas, certas promessas quebradas, me fizeram cair na real ver que aquilo que eu julgava sentir, não era o que pensava, mas eu estava confortável daquele jeito.
Vida parada, movimentada pela rotina.
Pessoas neutras; sem sentimentos, não quebram a cara, não se arriscam mas também não aprendem.
Ficar assim é digno. Mas e o medo disso não passar? É digno?
Eu só aprendo errando, só aprendo com sentimentos.
Hoje, eu apenas tiro conclusões.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

aperto

Assim como vejo graça no cair das folhas de uma árvore, vejo graça no canto de um passarinho. Existem controvérsias, não consigo encontrar nada de mais em uma borboleta, não encontro a graça em um céu azul cheio de nuvens, talvez porque minha imaginação não seja avançada para perceber o vento que predomina sobre a borboleta enquanto ela voa, nem tão boa para imaginar no céu azul que as nuvens escondem palavras. Até porque pra mim elas escondem mais do que isso, as coisas que não consigo ver graça, é porque já tive uma sensação maravilhosa que a imaginação misturada com a realidade me deu. Mas porque então elas, não só as nuvens, tudo, escondem mais do que palavras e mesmo assim são necessárias? Porque tudo aquilo que não tem mais graça é o que já cansamos de ter em nossas vidas, mas elas nos confortam quando temos saudade do passado. Eu sei que tudo volta, mas nunca volta igual, o que deposito aqui são meras palavras, todas sem um pingo de atitude mas muito bem sonhadas, eu disse bem, sonhadas.
Tudo isso porque eu já acreditei em uma inverdade e amei uma mentira, não vou dizer que é ódio, mas é o simples fato de não gostar que coisas ou pessoas me escondam as verdades. Eu preciso achar o caminho de volta, para o começo ou para antes desse fim, as coisas eram melhores do que são, eu apenas queria acordar do meu sonho e ir embora, eu apenas queria que isso fosse um sonho. Queria levantar da minha cama agora, e olhar para um céu amanhecido de domingo, fechar meus olhos e sentir o vento fresco em meu rosto, sair correndo e pegar aquela folha que eu vi cair nos meus sonhos, ter medo daquela borboleta que passou do meu lado e ver na mesma árvore que me deu aquela folha, um ninho.
Só queria conseguir ver claramente o que tudo isso quer dizer pra mim, e no meu sonho eu vi. Agora, cabe a você decidir o que você quer entender.