quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Can you help me understand?
Ultimamente eu tenho perdido meu chão. Não sei mais o que fazer, não sei mais como reagir, não sei mais como sorrir, não sei mais como sentir. Não sei mais quem eu sou. Não vou ficar me procurando por todos os cantos. Vou esperar até que alguém venha e traga quem eu era, ou quem eu sabia que eu era, de volta pra mim. Não tenho mais forças pra fazer tudo sozinha. Não digo que quero que tragam de mão beijada pra mim. Não é isso. Só quero ter alguém que me ajude a levantar sem cair de novo. Quero alguém que não fique apontando meus defeitos a toda hora, todo minuto. Quero alguém que não fique dizendo que sou linda o tempo todo, porque beleza é passageira. Quero alguém que não se interesse por mim pelo que tenho, e sim pelo que sou. Quero alguém que me ame independente de eu ser bonita ou feia, de eu estar bem ou mal vestida, de eu ser rica ou não. Quero alguém que me ame sem fronteiras, que me mande flores e que me chame de um apelido carinhoso. Talvez eu já tenha achado essa pessoa. Ou talvez não. A unica coisa que eu sei é que, o que eu sinto por você, NÃO É NORMAL!
Diamonds aren't forever.
Quero
o beijo mais profundo que você já deu; quero olhar no fundo dos teus
olhos; quero dizer que amo você; quero ir contigo ao cinema com direito a
pipoca com manteiga e beijos breves durante a seção; quero casar com
véu e grinalda; quero que você me carregue no colo até o quarto; quero
uma casa no campo com uma balança amarela; quatro filhos correndo e
gritando pela casa, dois meninos e duas meninas. Quero fazer
café-da-manhã com leite fresco e pão quentinho e entregar pra ti na
cama; quero ter um livro clássico da Disney de um lado, e o homem que eu
amo do outro; ouvir Foo Fighters numa tarde chuvosa abraçada contigo de
baixo das cobertas; quero que toque músicas pra mim, mesmo não tendo
muito sentido; quero ter pequenas discussões de ciúmes, porque ciúmes
faz parte do convívio; e depois fazer logo as pazes, porque fazer as
pazes faz parte do amor. Quero que você lembre de mim em todos os
horários malucos, pro resto da sua vida. Quero ser mulher, garota,
criança, vilã, super-herói, maluca, e principalmente, a mulher da
sua vida!
É, eu amo você.
See the sky, see the stars... All of this could be ours
Quando eu olhei pro lado e vi que um anjo existia, viciei na coragem de esperar por ele, nem que pra isso eu tivesse que desgastar minha alma. Pois quando me refiro a você, nem a distância me cansa.
mentiras
Você não tem para onde ir, a partir de quando você diz sentir uma coisa
que não passava de uma mentira. Você dizia vir do seu coração, dizia que
era real, que nada ia mudar, no começo eu sei, era verdadeiro, mas
depois de três meses quem é você ? Você passou a ser igual para todas,
você me entende? Algum dia me entendeu? Ou eu sempre só fui uma diversão
para você? Agora é tarde, quando eu vi que eu realmente não te
conhecia, e o que você fez infelizmente eu não consigo apagar. Esses
dias você quis saber porque tudo isso aconteceu, porque eu estou com uma
certa mágoa de você, porque nem falar com você eu falo mais, eu lembro
da sua frase : ”não juramos que mesmo se não desse certo seriamos
amigos?” eu queria conseguir cumprir isso, mas como eu ia adivinhar que
só nessa promessa você seria verdadeiro? Então o que você fez? Para mim
uma das piores coisas, mentiu.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
pare de me olhar
É, você nunca
colocou nas linhas da sua vida, as nossas histórias. Mesmo que tenhamos
centenas delas, você não se deu ao trabalho de me escrever, uma frase,
um texto, nada. Mesmo com suas perguntas inaceitáveis que eu aceitava só
pra poder te olhar, assim, como um garoto que gosta de olhar pra garota
que ele gosta, eu aceitei todas. Eu fui o homem que enquanto todos te
queriam pra eles e isso duraria apenas uma noite e algumas horas pela
manhã, só quis te olhar, mesmo você não gostando de mim. Podia ter me
escrito um texto no dia em que roubou meu beijo e sem nenhuma explicação
eu fiquei irritado com a vida e ficamos tempo demais sem se falar.
Podia ter me escrito uma frase de saudade quando tudo o que você queria
era eu e não seus namorados idiotas que te usavam e você sabia disso.
Podia ter me feito uma palavra que demonstrasse o seu interesse no meu
calor e na minha companhia. E hoje eu não te peço mais texto algum. Foi
hoje, hoje pela manhã, quando eu abri a porta da sua casa pra não mais
voltar. Quando eu sai e antes que a porta se fechasse eu não olhei entre
a fresta pra observar se você estaria me esperando de volta, foi hoje
que eu decidi que eu não voltaria. E antes de pisar no primeiro degrau
da sua escada, te ouvi chorando, te ouvi pegando seu caderno e seu lápis
e escrevendo, sobre o único homem que você amou! O
único que você deixou que se fosse sem colocar a mão na maçaneta e
pedir que fique, pedir para que pare e olhasse pra menina que ele tanto
gostou de olhar durante tantos anos e eu entendi. Entendi
que suas palavras eram só para aqueles que te deixavam uma página em
branco. Eu por outro lado te dei um, dois, três, milhares de folhas
rabiscadas com teu nome e corações e desenhos dos seus olhos e corpo.
Entendi que eu fui o homem da sua vida e que você não soube lidar com a
única pessoa que não te pediu absolutamente nada além de... de te olhar.
Naquela manhã, antes da porta se fechar eu olhava para frente! E você... pela primeira vez, você olhava pra mim. Eu estive aqui o tempo todo olhando pra você. Estive. Não estou mais. Pare de me olhar, eu fui embora.
tenta entender
Você pode até dizer "eu não a entendo", mas no fundo mistérios sempre
são desvendados. Sou e não sou uma caixinha de surpresas, pois gosto de
mostras a naturalidade da minha identidade, mas sempre surpreendo, sou
sincera, crítica e confusa, mas simplesmente porque o simples me alegra e
o complicado me aborrece. Vivo desiludindo e iludindo de novo, caio sempre, me machuco, desisto e resisto mais uma vez.
Eu não tenho sorte, nunca ganhei um jogo ou aposta, porém na vida já
tive muitas felicidades, por isso contagio. Sou manteiga derretida,
fraca e dramática, a vítima
inocente que nunca leva a culpa, mas é engraçado, porque os meus
showzinhos de histerismo sempre dão errada, paranóica, cheia de manias
do tipo que bate na madeira e faz figa, e tudo o que eu sei agora,
aprendi errando. Mas situações difíceis estão ai o tempo todo, e solidão
me causam medo. Sou uma contradição sim, mas a questão é que sou um
tanto confusa, pois sempre corro atras do que me faz feliz. Mas é fácil
me entender, é só tentar.
domingo, 1 de agosto de 2010
a primeira vez
Você sempre me disse que sua maior mágoa, era eu nunca ter escrito um
texto sobre você. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.
Você sempre foi o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem
uma frase num papelzinho amassado. Você sempre foi o único amigo que
entendeu essa minha vontade de abraçar o mundo quando chega a madrugada.
E o único que sempre entendeu também, o porque de eu dormir chorando,
porque era impossível abraçar sequer alguém, o que dirá o mundo. Outro
dia eu encontrei um diário meu, de 99, e lá estava escrito “hoje eu
larguei meu namorado sentado, e dancei com ele no baile de formatura”.
Ele, no caso, é você. Dei risada e lembrei que em todos esses anos,
mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para você, por diversas vezes
larguei vários namorados meus, sentados, e dancei com você. Porque você é
meu melhor companheiro de dança, mesmo sendo tímido e desajeitado.
Depois encontrei uma foto em que você está com um daqueles óculos
escuros espelhados de maconheiro. E eu de calça colorida daquelas
“bailarina”. E nessa época você não gostava de mim porque eu era a
bobinha da classe. Mas eu gostava de você porque você tinha pintas e eu
achava isso super sexy. E eu me achei ridícula na foto, mas senti uma
coisa linda por dentro do peito. Aí lembrei
que alguns anos depois, quando eu já não era mais a bobinha da classe e
sim uma estagiária metida a esperta que só namorava figurões (uns
babacas na verdade), você viu algum charme nisso e me roubou um beijo.
Fingindo que ia desmaiar. Foi ridículo. Mas foi menos ridículo do que
aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a
força. Você saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios isso acontecia com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
escrito por: Tati Bernardi
Eu não sei porque exatamente você não mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vinícius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crianças para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, já de saco cheio de eu ficar com você e com mais metade da cidade, você me deu aquele cartão postal da Amazônia com um tigre enrabando uma onça.
Também não sei porque eu não escrevi um texto quando você apareceu naquela festa brega, me viu dançando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu já ouvi na minha vida “eu sei que você não gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim”. Talvez eu devesse ter escrito um texto para você, quando eu te pedi a única coisa que não se pede a alguém que ama a gente “me faz companhia enquanto meu namorado está viajando?”. E você fez. E você me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios isso acontecia com você. Talvez porque mesmo sabendo que eu não amava você, você continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo. Depois você começou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para você. Claro que eu senti ciúmes e senti uma falta absurda de você. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso. Depois eu também podia ter escrito sobre aquele dia que você me xingou até desopilar todos os cantos do seu fígado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente só odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto você quiser desde que isso signifique que você ainda gosta um pouquinho de mim.
Minhas piadas, meu jeito de falar, até meu jeito de dançar ou de andar. Tudo é você. Minha personalidade é você. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu faço uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo é você. Quando eu coloco um brinco pequeno ao invés de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo é você. Eu sou mais você do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre você. Até hoje. Até essa manhã. Em que você, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que você simplesmente foi embora. Como se eu fosse só mais uma coisa da sua vida, e que você é cheio dessas coisas. E que você usa para não sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que você me deixou te olhar, mesmo você não gostando de mim.
E foi por isso, porque você deixou de ser o menino que me amava e passou a ser só mais um que me usa, que você, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.
escrito por: Tati Bernardi
possibilidades
Seu
nome do meio poderia ser indecisão, acho que só isso já queria dizer
muita coisa, ela tinha possibilidades, mas não tinha quem a ajuda-se com
elas, ela tinha basicamente tudo, pois ela sempre tinha possibilidades,
mas ela não sabia lidar com isso, não sabia para qual caminho seguir,
ela sempre escolhia o que a fazia sofrer mais, sempre, em nenhum momento
ela pensou nela, talvez por isso. Mas a idéia de não deixar os outros
em primeiro lugar, pelo menos uma vez, nunca, nunca lhe caia bem. Ela
andava pela cidade, uma cidade do interior, ela olhava para os lados
procurando respostas, o que ela nunca queria era o que ela mais tinha,
possibilidades, até que encontrou ele, em uma cidade de interior isso é
comum, ele de calça jeans, com o tênis de costume, o boné preto com a
aba virada para trás, e a blusa branca com detalhes vermelhos que ela
havia ajudado a escolher.
Depois
de reparar em todos os detalhes dele, ela viu, ele de mão dada, com uma
menina baixinha, de cabelos longos cor de mel,ela deduziu que era
pintado, ela usava um short preto e uma blusa pólo pink, nos pés o mesmo
all star branco que ela usava naquele momento, mas a coincidência não
era só do tênis, a blusa também era pink e o short preto parecia muito
com o dela, a única diferença era o que ela usava na mão, a aliança que
um dia foi dela. A garota das possibilidades passou por ele com seu fone
de ouvido, e deu um leve sorriso, ele retribuiu e olho para trás mas
isso ela não viu, ou talvez preferia não ver. Pois duas semanas a trás
ela tinha visto a mesma cena mas era ele com outra garota.
Isso foi uma das várias vezes que ela tinha possibilidades e seguiu o caminho errado.
Ela
queria o príncipe, mas o príncipe de hoje em dia, não passava de um
duas caras, ela sabia, mas quis o caminho, ninguém entendia o porque,
até que um dia ela falou:
“
Eu preciso achar o caminho de volta, para o começo,as coisas eram
melhores do que são, eu apenas queria acordar do meu sonho e ir embora.”
Ninguém
entendeu, mas ela ainda acreditava que estava sonhando, pois ela
reconhecia o que ela tinha, mas o medo (e porque não a pressão) de toda
vez escolher o caminho errado a dominava, ela não queria errar, nem
decepcionar, ela nunca aguentou magoar ninguém. Ela queria as
possibilidades, mas queria primeiramente qualquer pessoa que a colocasse
em primeiro lugar por um minuto, qualquer pessoa mesmo, que lhe
contasse o bom e ruim das possibilidades, não só a fantasia de por
telas, tudo ser perfeito.
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