Seu
nome do meio poderia ser indecisão, acho que só isso já queria dizer
muita coisa, ela tinha possibilidades, mas não tinha quem a ajuda-se com
elas, ela tinha basicamente tudo, pois ela sempre tinha possibilidades,
mas ela não sabia lidar com isso, não sabia para qual caminho seguir,
ela sempre escolhia o que a fazia sofrer mais, sempre, em nenhum momento
ela pensou nela, talvez por isso. Mas a idéia de não deixar os outros
em primeiro lugar, pelo menos uma vez, nunca, nunca lhe caia bem. Ela
andava pela cidade, uma cidade do interior, ela olhava para os lados
procurando respostas, o que ela nunca queria era o que ela mais tinha,
possibilidades, até que encontrou ele, em uma cidade de interior isso é
comum, ele de calça jeans, com o tênis de costume, o boné preto com a
aba virada para trás, e a blusa branca com detalhes vermelhos que ela
havia ajudado a escolher.
Depois
de reparar em todos os detalhes dele, ela viu, ele de mão dada, com uma
menina baixinha, de cabelos longos cor de mel,ela deduziu que era
pintado, ela usava um short preto e uma blusa pólo pink, nos pés o mesmo
all star branco que ela usava naquele momento, mas a coincidência não
era só do tênis, a blusa também era pink e o short preto parecia muito
com o dela, a única diferença era o que ela usava na mão, a aliança que
um dia foi dela. A garota das possibilidades passou por ele com seu fone
de ouvido, e deu um leve sorriso, ele retribuiu e olho para trás mas
isso ela não viu, ou talvez preferia não ver. Pois duas semanas a trás
ela tinha visto a mesma cena mas era ele com outra garota.
Isso foi uma das várias vezes que ela tinha possibilidades e seguiu o caminho errado.
Ela
queria o príncipe, mas o príncipe de hoje em dia, não passava de um
duas caras, ela sabia, mas quis o caminho, ninguém entendia o porque,
até que um dia ela falou:
“
Eu preciso achar o caminho de volta, para o começo,as coisas eram
melhores do que são, eu apenas queria acordar do meu sonho e ir embora.”
Ninguém
entendeu, mas ela ainda acreditava que estava sonhando, pois ela
reconhecia o que ela tinha, mas o medo (e porque não a pressão) de toda
vez escolher o caminho errado a dominava, ela não queria errar, nem
decepcionar, ela nunca aguentou magoar ninguém. Ela queria as
possibilidades, mas queria primeiramente qualquer pessoa que a colocasse
em primeiro lugar por um minuto, qualquer pessoa mesmo, que lhe
contasse o bom e ruim das possibilidades, não só a fantasia de por
telas, tudo ser perfeito.

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